



Quem chega de barco à Berlenga vê primeiro duas coisas: o Forte, sobre o seu ilhéu, e um punhado de casas brancas encostadas à encosta, junto à enseada. Esse conjunto é o Bairro dos Pescadores.
Foi construído para dar abrigo aos pescadores de Peniche que passavam temporadas na ilha durante as campanhas de pesca, evitando a travessia diária. São casas pequenas, simples, caiadas de branco e agarradas ao declive, sem qualquer pretensão que não seja resistir ao vento e ao sal.
A Berlenga Grande não tem população permanente. O Bairro dos Pescadores é a única zona de habitação e é ocupado apenas de forma sazonal, sobretudo nos meses de operação da ilha. Fora dessa época, a Berlenga fica praticamente entregue às aves.
É também aqui, na zona da enseada, que se concentra o pouco apoio existente: o restaurante, o bar e o acesso à praia do Carreiro do Mosteiro.
O bairro visita-se em poucos minutos, mas é um dos pontos mais interessantes da ilha do ponto de vista humano — mostra o lado da Berlenga que não é natureza nem fortaleza, mas trabalho. Ao fundo da enseada tem-se uma das melhores vistas para o Forte de São João Baptista, com o passadiço a atravessar a água.
É um cenário muito procurado por quem fotografa: casas brancas, granito rosa, água azul-turquesa e o forte ao fundo.
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Respeite quem lá está: as casas do bairro são propriedade privada e sazonalmente habitadas. Circule pelos caminhos públicos e evite fotografar interiores ou pessoas sem autorização.
É o conjunto de casas brancas junto à enseada da Berlenga Grande, construído para alojar os pescadores de Peniche durante as campanhas de pesca na ilha.
Não há população permanente. O Bairro dos Pescadores é ocupado apenas sazonalmente.
Sim, percorre-se a pé pelos caminhos públicos. As casas são privadas, por isso respeite a privacidade de quem lá esteja.
Junto à enseada, muito perto do ancoradouro e da praia do Carreiro do Mosteiro.
Os packs com passeio guiado incluem a história da ilha e dos seus habitantes.
